8 fatos sobre a depressão
1- Prevalência da depressão:
A depressão é uma das doenças com maior prevalência atualmente, acometendo mais de 300 milhões de pessoas. Vale ressaltar que depressão é diferente das flutuações de humor habituais à vida cotidiana.

2- A depressão é mais comum no sexo feminino:
A partir da adolescência, as mulheres têm o dobro de chance de desenvolver transtornos depressivos em relação a mesma faixa etária do sexo masculino.

3- Depressão como doença incapacitante:
A depressão pode se tornar incapacitante se não for tratada corretamente. Dados epidemiológicos estimam que até 2020 esse transtorno seja a segunda maior causa de incapacidade no mundo, só perdendo para doenças cardiovasculares.

4- Crescente número de suicídios:
A cada 45 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo, sendo este enquadrado entre as três principais causas de morte entre pessoas de 15 a 44 anos de idade. Segundo a OMS, ele é responsável anualmente por um milhão de óbitos.

5- Depressão na infância:
A depressão é muitas vezes considerada como uma doença de adultos, mas hoje já se sabe que ela acomete significativamente a faixa infantil. Considera-se que na infância ela apresenta natureza duradoura, causando significativos danos psicossociais. Nas crianças pré-escolares a manifestação clínica mais comum é representada pelos sintomas físicos tais como dores (de cabeça e abdominais principalmente), tontura e fadiga.

6- Atividade física
A atividade física funciona como uma forma de auxiliar no tratamento da depressão além de ajudar na prevenção dessa doença. Algumas hipóteses justificam que a atividade física desencadeia elevada secreção de endorfinas capaz de provocar um estado de euforia natural, aliviando os sintomas da depressão. Existem outras hipóteses que dizem que o exercício físico regula a neurotransmissão da noradrenalina e da serotonina, igualmente aliviando os sintomas dessa doença. De qualquer forma, é notável os benefícios da atividade física para prevenir e atenuar a depressão.

7- Depressão e tristeza são diferentes:
A tristeza é uma emoção natural no ser humano e ocorre diante de alguma perda ou frustração. Ela pode durar alguns dias ou até mesmo meses, mas passa sem ajuda profissional. Já a depressão ocorre devido ao desbalanço de neurotransmissores e pode se estender por toda a vida. Na maioria dos casos, é necessário ajuda profissional e caso não seja tratada ela pode incapacitar o indivíduo ou até mesmo levar à morte.

8- Depressão tem tratamento:
O tratamento do transtorno depressivo deve considerar o ser humano como um todo, levando em consideração fatores sociais, biológicos e psicológicos. Portanto, deve-se associar mudanças no estilo de vida, com a psicoterapia e medicamentos. Vale ressaltar que os antidepressivos produzem, em média, uma melhora de 60% a 70% nos sintomas depressivos, no prazo de um mês. Além disso, a ajuda da família e dos amigos é essencial no tratamento.

Referências:
1- World Health Organization (WHO). Fact sheet nº 369: depression [Internet]. Disponível em: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs369/en/ (Acesso em 4 de maio de 2019).
2- BAPTISTA, Makilim Nunes; BAPTISTA, Adriana Said Daher; OLIVEIRA, Maria das Graças de. Depressão e gênero: por que as mulheres deprimem mais que os homens?. Temas psicol., Ribeirão Preto , v. 7, n. 2, p. 143-156, ago. 1999 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-389X1999000200005&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 04 maio 2019.
3- STOPA, Sheila Rizzato et al . Prevalência do autorrelato de depressão no Brasil: resultados da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Rev. bras. epidemiol., São Paulo , v. 18, supl. 2, p. 170-180, Dec. 2015 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2015000600170&lng=en&nrm=iso>. access on 05 May 2019. http://dx.doi.org/10.1590/1980-5497201500060015.
4- BOTEGA, Neury José. Comportamento suicida: epidemiologia. Psicologia Usp, v. 25, n. 3, p. 231-236, 2014.
5- BAHLS, Saint-Clair. Aspectos clínicos da depressão em crianças e adolescentes. Jornal de Pediatria, v. 78, n. 5, p. 359-366, 2002.
6- COSTA, Rudy Alves; SOARES, Hugo Leonardo Rodrigues; TEIXEIRA, José Antônio Caldas. Benefícios da atividade física e do exercício físico na depressão. Rev. Dep. Psicol.,UFF, Niterói , v. 19, n. 1, p. 273-274, 2007 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-80232007000100022&lng=en&nrm=iso>. access on 04 May 2019. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-80232007000100022.
7- TELES, Maria Luiza. O que é depressão. [S. l.]: Brasiliense, 2017. E-book.
8- SOUZA, Fábio Gomes de Matos. Tratamento da depressão. Brazilian Journal of Psychiatry, v. 21, p. 18-23, 1999.